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Leverger vira atrativo para quem ama cachoeiras no Estado

A recém-descoberta cachoeira do Aguaçu, em Mimoso, é uma opção; beleza compensa dificuldade de acesso
28 de dezembro de 20206min
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O município de Santo Antônio de Leverger (27 km ao Sul de Cuiabá), tradicionalmente conhecido pela pesca, especialmente a piscosidade do Rio Cuiabá, sua principal fonte de renda, oferece um novo atrativo turístico: cachoeiras.

Isso mesmo!

Distante dos pontos de pesca e de difícil acesso, porém de uma beleza exuberante, encontra-se a Cachoeira do Aguaçu, no distrito de Mimoso, a 160 km da Capital.

Localizada em uma área privada e de acesso exclusivo com condução turística, ou seja, passeio guiado, chegar à Cachoeira do Aguaçu não é uma tarefa fácil.

Além dos 160 km de carro, o turista precisa percorrer dois quilômetros a pé.

Um dos trechos, de pouco menos de 1 km, inclui a escalada de rochedos. Em alguns pontos, a escalada só é possível com ajuda de cordas.

Mas, ao final, a visão da queda d’água e o banho compensam todo o esforço.

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A Cachoeira do Aguaçu, no Distrito de Mimoso, a 160 km da Capital; acesso é difícil, mas vale a pena

O acesso a essa cachoeira foi aberto há menos de dois meses.

Até agora, apenas cinco grupos de turistas – cada um de, no máximo, 25 pessoas – estiveram no local.

Os guias incluíram no passeio uma parada para café da manhã no comércio de Santo Antônio de Leverger e uma visita ao Museu Rondon, que fica na área urbana do Distrito de Mimoso.

Além de horas de banho no lago que se forma sob a cachoeira, o visitante pode fazer pedidos sob uma pequenina queda d’água recém-batizada de “Cascata dos Desejos”.

Depois, no percurso do retorno, é possível tomar banho em outro trecho do mesmo rio que forma a cachoeira, o Aguaçu.

“Nossa! Como eu precisava disso, recarregar as energias”, repetia, a cada mergulho, a técnica de enfermagem Marcela Anunciação Santos, 39.

Natural de Aracaju (SE), Marcela vive há menos de dois anos em Cuiabá, por conta do trabalho em um hospital.

Ela diz que adora turismo de aventura e ficou encantada com a descoberta desse novo roteiro.

Mas, reconhece, o acesso não é fácil, apesar de ela já ter feito trilhas mais difíceis, como uma na Chapada Diamantina, em Minas Gerais.

Condutor turístico há quatro anos, Felipe de Campos Pereira é um brasiliense que veio para Mato Grosso estudar Engenharia Florestal na UFMT.

Aqui se apaixonou pelo turismo de aventura.

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Primeiro como turista, depois, como condutor.

Nesse novo roteiro, era a primeira vez que ele conduzia um grupo de turistas.

Até então, só havia feito um passeio de reconhecimento do local com o proprietário da área.

A ideia do proprietário, explica Felipe, não é alterar o acesso, mas fazer pequenas adaptações, o mínimo de intervenção possível, para facilitar o percurso até a cachoeira.

Mesmo assim, o passeio não está aberto a pessoas com dificuldades de mobilidade e crianças menores de 10 anos.

O passeio é feito em um dia, saindo às 6hs de Cuiabá.

Custa R$ 130 (sem transporte, com almoço incluso – ao ar livre, ainda em local improvisado).

Por Alecy ALves
Fotos: Divulgação

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