Vice-prefeito: “Prainha tem problema crônico, mas vamos resolver”

28 de janeiro de 20216min
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Stopa diz que Cuiabá tem 20 pontos históricos de inundações, como na região do Sesi Papa

O vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), que acumula função de secretário de Obras de Cuiabá, afirmou que o problema crônico de alagamento na Avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha) na época de chuvas é causado por deficiência no escoamento da água e que trabalha para resolvê-lo até o próximo ano.

Segundo ele, uma equipe de topografia já está nas ruas desde o início da atual gestão para identificar os pontos mais críticos de inundações na cidade. Até o momento, 20 locais foram encontrados.

“Temos, hoje, mais de 20 pontos históricos de alagamentos, que acontecem há mais de 10 anos. É normal, consequência do crescimento da cidade, mas temos que começar a resolver. Não adianta ficar com a equipe limpando e todo ano acontecer a mesma coisa”, disse em  entrevista à rádio Capital FM, nesta quarta-feira (27).

“Tem que melhorar a captação e é o que vamos fazer. Vamos medir, analisar vazão de água, fazer um trabalho técnico. Estamos com nossa equipe de topografia avaliando todos esses pontos”, acrescentou.

 

No caso específico da Prainha, o vice-prefeito disse que trata-se de um problema agravado ano após ano e que as gestões anteriores sempre tomaram “atitudes paliativas”, como limpeza das bocas de lobo. Segundo ele, entretanto, isso nunca resolveu de fato a situação.

 

Stopa ainda salientou que, por muitos anos, a culpa pela situação foi depositada nas costas da população, pela falta de conscientização ao jogar lixo nas ruas, como forma de “saída pela tangente”.

 

“O que existe ali é um problema que se chama deficiência de escoamento de água. A pergunta que se faz é: a água volta porque o rio sobe ou se realmente a tubulação que é pequena?”.

 

Ele afirmou que os técnicos trabalham, hoje, levantando a topografia desde o início da Avenida Mato Grosso, onde inicia a canalização, até o Rio Cuiabá.

“Pode não ter mais a queda de nível suficiente, pode estar ‘afogando’ ou simplesmente que o número de bocas de captação não seja suficiente, porque você vai colocando asfalto, vai colocando concreto no fundo dos quintais, vai acabando com a vegetação, transformando em uma selva de pedra e com isso, mais água vai para o escoamento”, explicou.

Solução

Segundo Stopa, o problema será resolvido durante a gestão atual “de uma forma ou de outra”. Ele afirmou que, caso o problema seja causado pelo fato de o rio encher muito e a água retornar, será um problema de engenharia mais complicado para ser resolvido.

No entanto, conforme o vice-prefeito, se for uma questão de escoamento, a Prefeitura irá quebrar alguns pontos na Prainha de ambos os lados da via para tentar melhorar a captação.

 

“Vamos trabalhar muito e poderemos ver no próximo ano [se funcionou]. E corremos risco de inundação de novo. Não vou ser medíocre e dizer que não vai ter, até porque é um problema que vem crescendo ano após ano. Mas não vou perder o foco desse assunto, vou trabalhar para que, no próximo ano, não tenhamos mais problema de inundação naquela região”, prometeu.

 

Sesi Papa

 

Outro ponto crítico que sofre com o mesmo problema, citado por Stopa, é a Avenida Oátomo Canavarros, na Morada do Ouro, região do Sesi Papa.

 

A situação naquela localidade é apontada como “absurda” pelo vice-prefeito, que culpa as dificuldades colocadas por donos de terrenos que não deixariam o Município instalar a canalização para vazão da água da chuva.

“A captação está de um lado [da Marinha], a água é jogada para o outro lado [Sesi Papa], num tubinho de PVC de 40 cm. Não vai resolver. Não é só limpar. Ameniza, mas não resolve”, disse.

“O projeto agora é para distribuir a água. O que capta do lado esquerdo, vai para o lado esquerdo. E o lado direito vai para o lado direito. E com manilhas de 60 cm, ou seja, não vai inundar nunca”, completou.

Segundo Stopa, a Prefeitura buscará autorização dos donos de terrenos para a obra de canalização. Se isso não ocorrer, irão ingressar com ações na Justiça, o que deve demorar até 70 dias para ter uma resposta positiva.

“Mas vamos fazer. Posso garantir que, no próximo ano, a região do Sesi Papa não terá uma gota de inundação”, completou.

Foto: Reprodução

Redação: Lislaine dos Anjos

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