“Campanhas”: A hora do bom marketing

Fake News e inteligência artificial são dois componentes que permearão campanhas eleitorais e que poderão jogar por terra candidaturas tidas como vitoriosas. O eleitor tem o mundo pela frente nas redes sociais e acompanhará a movimentação das peças do xadrez pelas urnas. Nesse cenário, mais do que nunca os candidatos e partidos precisarão de marketing político sério, de qualidade e compromissado com a verdade, pois com a mesma rapidez em que fatos são ‘fabricados’ podem ser desmascarados. O caminho ideal para as candidaturas começa com um bom assessoramento de marketing. Sobre esse quadro conversei com o publicitário, advogado, jornalista e empresário CEO da Gonçalves Cordeiro, Cláudio Gonçalves Cordeiro, que é um dos pioneiros nessa área no Centro-Oeste brasileiro, preside o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de Mato Grosso, é membro da Associação Brasileira de Consultores Políticos, recebeu diversas premiações e participou de várias campanhas majoritárias e proporcionais vitoriosas.

Em 6 de outubro estarão em jogo 142 prefeituras e mais de 1.200 vagas nas Câmaras Municipais, pois recentemente muitas das quais aumentaram seu número de cadeiras. Em cada município uma realidade. Cada candidatura tem um perfil e uma proposta administrativa ou plataforma parlamentar. Será preciso criatividade para levar o candidato a despertar o interesse do eleitor – esse é um dos papéis do marketing político.

Mato Grosso sempre teve bons publicitários, mas sua renovação com o embasamento necessário é pequena. Paulo Leite, Walmor Miranda e Francisco de Lagos, de saudosas memórias foram ícones nessa área. Mauro Cid Nunes da Cunha permanece como um jacarandá, mas sem a mobilidade que foi sua grande marca há algumas décadas. Carlos Rayel aparentemente deixou Mato Grosso. Júnior Brasa, Kleber Lima, Osmar Soares, Antero Paes de Barros, Pedro Pinto, Hermélio Silva, Cláudio Cordeiro e outros estão em cena em meio a jovens que buscam espaço no disputado e complicado mercado do marketing mato-grossense; todos eles sempre abraçando grandes campanhas, tanto assim, que acompanho nos sites a escolha de Kleber Lima pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União), para assumir sua campanha à Prefeitura de Cuiabá, quando a mesma deixar de ser pré-campanha.

Desejo que todos os candidatos façam boas campanhas e que neste ano não se reeditem mais os comitês da maldade, pois o eleitor está escaldado quanto a essa prática coronelesca que se esconde sob o marketing e ela poderá se voltar contra aquele que a contratou.

O momento da escolha do marketing, da temática da plataforma e da montagem da estratégia é agora. A campanha é a chamada manga curta, com pequeno espaço de tempo para a exposição da candidatura.

Em meio aos vídeos para TV e redes sociais, jingles, leitura dos cenários, é preciso que os postulantes e sua assessoria discutam aberta e francamente com o marketing os passos a serem dados. Nesse contexto, nada melhor do que contar com alguém experiente, com tradição e seriedade. Sei que nem todos conseguirão um publicitário com perfil assim, porque a demanda será muito maior do que a oferta. Nesse caso o melhor é sair na frente, ou como diz Cláudio Cordeiro, “nessa eleição o nosso maior inimigo é o tempo e a única coisa que não se pode fazer é perde-lo,”.

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