Não podemos achar normal uma vaga ao STF pendurada desde o final do ano passado e a Corte desfalcada
No episódio da semana do Andreazza Reage, o colunista Carlos Andreazza comenta reportagem do Estadão que mostra que os aliados de Lula no MDB recomendaram, em reunião com o presidente no início da semana, que ele envie a mensagem que formaliza o nome de Jorge Messias como indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Só com essa mensagem o Senado poderia marcar a sabatina para aprová-lo ou não.
“Hoje vamos falar sobre a ausência de um ministro do Supremo Tribunal Federal desde que Luís Roberto Barroso pediu pra sair, ainda no ano passado. Caramba! Quantos meses sem ministro do Supremo? Temos dez (ministros) só. E vamos tratando isso como normal”, critica Carlos Andreazza.
Ele cita “um conjunto de absurdos”, a começar pelo fato de um partido político, o MDB, estar orientando o presidente nesse sentido.

“Aí você imagina, mas não formalizou ainda? Não formalizou, tem que mandar lá uma cartinha, formalizar. Não formalizou ainda? Não dá nem pra botar a culpa em Alcolumbre. A gente tende a colocar a culpa em Alcolumbre: ‘Está criando dificuldades’. Ele cria dificuldades para vender facilidades, em termos políticos. Mas Lula não fez a parte dele e não mandou ainda a formalização de Jorge Messias. Que coisa incrível”, comenta.
Para Andreazza, o fato de haver “uma vaga pendurada desde o final do ano passado” gera efetos práticos. “Alguém dirá, faz falta nenhuma, quanto menos melhor. Não, senhor. É a Corte constitucional. São 11 membros. É um comando constitucional. É um pilar da nossa República. São 11 ministros, tem 10. Do ponto de vista prático, quantos milhares de processos estão parados, andando mais lentamente em função da ausência de um ministro, de um gabinete funcionando? Não resolver isso é um esculacho, uma falta de respeito”, diz o colunista.
Veja a íntegra do Andreazza Reage no vídeo acima.




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