Saudades e revolta: Oito anos de impunidade pelo assassinato de Izaias Vieira em Leverger

7 de setembro de 202012min
Izaias

Izaias Vieira Pires era pai de família, trabalhador, secretário de obras do município de Santo Antônio de Leverger, quando foi assassinado pelo então pré-candidato a vereador  na época e policial militar, Marcelo Robson Queiroz Moura, com um tiro de revólver calibre 38 (munição bala explosiva) que atingiu o abdômen da vítima.

Motivação

Discussão política, com o pedido de expulsão de membros da sigla (PDT), incluindo o pré-candidato a vereador, Marcelo Robson Queiroz Moura, por suposto desvio de conduta.

A discussão teria acontecido dentro da Câmara Municipal de Vereadores de Santo Antônio de Leverger, onde estavam os dois filhos da vítima, o vereador Izaias Junior e a pré-candidata vereadora na época, Patrícia Vieira.

De acordo com informações de populares que presenciaram o ocorrido, no calor da discussão, o secretário Izaias e o pré-candidato Marcelo Queiroz teriam chegados a vias de fato, (troca de socos), em seguida Marcelo foi até o carro, pegou a arma, encontrou com a vítima na porta da Câmara Municipal, quando realizou dois disparos, um atingiu o abdômen da vítima Izaias.

Foto: https://br.depositphotos.com

“Na confusão, três pessoas foram atingidas, o Izaias que faleceu, o motorista do secretário, Fagner Souza Rosa, que também foi atingido no abdômen, passou por cirurgia e sobreviveu, e a terceira vítima, Airton Miro de Arruda, segurança, que levou um tiro de raspão no braço, passou pelo procedimentos médicos e foi liberado”.

Marcelo Robson Queiroz Moura atirou e matou Izaias que estava desarmado, por volta das 17 horas, no centro da cidade Santo Antônio de Leverger, na porta de uma casa de Leis, a Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

Foto: Leverger news.

“A confusão aconteceu no dia 5 de setembro de 2012, por volta das 17hs, em uma reunião do PDT”.

A vítima foi socorrida e levada para o Pronto Socorro da Capital, onde foi operada, depois transferida para UTI da Santa Casa de Misericórdia, quando não resistiu aos ferimentos, e veio a óbito.

“Izaias morreu no dia 07 de Setembro de 2012”.

Foto: Facebook

Marcelo Queiroz, como é popularmente conhecido, foi preso no mesmo dia do crime, mas devido a um habeas corpus, está em liberdade e até o momento, não se tem informações sobre o andamento do processo e muito menos sobre o julgamento, que já era para ter acontecido.

“O julgamento por homicídio era para ter acontecido no dia 19 de julho de 2020”.

De acordo com informações de especialistas, Marcelo Queiroz pode ser condenado por homicídio qualificado, “motivo fútil e meio cruel” devido o assassinato de Izaias Vieira Pirez, como também, por tentativa de homicídio, já que o motorista e o segurança foram atingidos na confusão.

“Marcelo Queiroz pode ser condenado por várias décadas de prisão”.

Questões jurídicas sobre este caso, levantam indagações da população, como:

A demora deste o julgamento?

Se ouve um assassinato e consequentemente mais duas vítimas que caracterizam tentativa de homicídio, como o acusado responde em liberdade?

Neste dia 07 de setembro, faz oito anos que Izaias foi assassinado, a impunidade impera no pais?

Em liberdade, Marcelo Robson Queiroz já exerceu um mandato de vereador de Santo Antônio de Leverger, como também ocupou um cargo no gabinete do deputado estadual, João Batista (PROS), de onde saiu para se dedicar a sua pré-candidatura à Prefeitura de Santo Antônio de Leverger.

“O acusado de assassinato Marcelo Queiroz é pré-candidato a prefeito de Santo Antônio de Leverger pelo PROS”.

Hoje, 7 de setembro, enquanto muitas pessoas utilizam das redes sociais devido a comemoração do dia da Independência do Brasil, familiares e amigos de Izaias Vieira Pires lembram com dor, indignação e saudade, dos oito anos do seu assassinato:

“Confesso que me sinto triste nesta data e todos os dias que lembro de você, a saudade me assola e inevitavelmente as lágrimas correm pelo rosto, neste momento me pego em Deus, e o que me consola é minha família, meus irmãos, meus filhos e minha mãe, com exemplo de força em cuidar de todos nós, é o que renova minhas energias, é o maior patrimônio que nos deixou, o caráter, a honestidade, o amor pelo próximo, a dedicação com a família e o seu nome cravado na história por onde passou, de um homem digno e trabalhador que lutou pela família e pelo social, deixando um legado de muitas lutas e vitórias, saudades e gratidão dos seus ensinamentos e Deus ter nos proporcionados o melhor pai do mundo”.

Foto: Facebook

Para Patrícia Vieira, filha da vítima, a impunidade é significado de indignação, já que até o momento, não se sabe das causas, circunstância ou razão, que o julgamento ainda não foi realizado.

“Vários outros crimes que aconteceram depois do assassinato meu pai, já foram julgados, nós não entendemos porque o Ministério Público ainda não tomou providência”, ressaltou Patrícia.

Por outro lado, o acusado de assassinato, Marcelo Queiroz disse que estava sendo agredido por sete ou oito pessoas, desta forma, agiu em legítima defesa, que o caso está judicializado, e só cabe a Justiça decidir se ele é inocente ou culpado.

“Não vejo como impunidade, defendi a minha vida, estou respondendo na Justiça, não atirei por atirar, eu fui violentamente agredido”, explicou Marcelo.

Foto: TJMT

Tanto o Tribunal de Justiça, como o Ministério Público de Santo Antônio de Leverger foram procurados para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria nenhum responsável foi localizado.

Para a população, o desfecho do caso é uma questão de Justiça para a família, como também, de dignidade para o cidadão.

Por O Mato Grosso

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