Show no Manso e fazendas foram usados para lavar dinheiro do tráfico, afirma a PF

11 de setembro de 2020
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Operação status

Alavagem do dinheiro do tráfico do grupo investigado na Operação Status incluiu até mesmo a contratação de um show da dupla sertaneja Bruno e Marrone realizado no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, em 2017. A pousada Paraíso do Manso, onde o evento foi realizado, e também duas fazendas em Barra do Garças estão entre os bens apreendidos por decisão judicial nesta sexta (11).

A pousada não funcionaria efetivamente como empreendimento, segundo a Polícia Federal. O local seria utilizado para lazer dos investigados. Os imóveis no Manso e em Barra foram sequestrados em sua integralidade, com todos os bens que estavam dentro.

O empresário Tairone Conde Costa foi preso preventivamente em Cuiabá acusado de envolvimento com a lavagem do dinheiro ilegal. Ele seria o verdadeiro dono da pousada, das fazendas e também da loja de veículos de luxo Classe A, localizada na avenida Fernando Correa, em Cuiabá, que foi alvo da PF.

Carro de luxo apreendido na concessionária Classe A - Operação Status

Os empreendimentos estavam em nome da esposa dele, Gilza Augusta de Assis e Silva, que não foi alvo da operação.

Em coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal Lucas Vilela, responsável pela investigação a partir de Mato Grosso do Sul, afirmou que apesar de ser o responsável pelos crimes, Tairone não tinha qualquer rastro financeiro. Os principais investigados são de uma família, sendo dois irmãos e o pai deles, todos moradores de Campo Grande (MS).

“Esse investigado sediado em Cuiabá, ele tem vínculo com outras pessoas investigadas e com os líderes. Nesse período todo ele não movimenta conta bancária em nome próprio, não declara nada à Receita Federal. Está tudo em nome da esposa. E não sabemos bem se há relação de parceria ou subordinação em relação aos líderes”, disse o delegado.

A PF destacou que apreensões de drogas do grupo foram feitas desde 2014 até 2020, e que a operação de hoje mira o sequestro de bens para afetar a capacidade financeira dos criminosos. A concessionária em Cuiabá foi alvo de busca e apreensão na manhã de hoje.

“Eles vendem veículos efetivamente, mas boa parte do capital que circula nas contas tem origem ilícita, essa empresa é utilizada para lavagem. As duas fazendas em Barra do Garças também. Elas foram adquiridas em nome de um dos funcionários da organização criminosa, por R$ 10,5 milhões”, afirmou Vilela.

Além desse pagamento para compra das propriedades, o grupo criminoso também fez grandes investimentos na fazenda, com compra de maquinário agrícola e reforma. “Aparentemente tiveram algum prejuízo com a plantação de arroz até nessa propriedade”, registrou o delegado.

No total, foram bloqueados e apreendidos R$ 230 milhões do grupo. Desse total, cerca de R$ 60 milhões são de imóveis, incluindo as duas fazendas, a propriedade do Manso e a concessionária.

     

 

 

 

Fonte: https://www.rdnews.com.br/policia/show-no-manso-e-fazendas-foram-usados-para-lavar-dinheiro-do-trafico-afirma-a-pf/133491

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